O que pessoas depressivas têm a dizer para você?

Antes de colher os relatos para esse texto, publiquei em minha página do Facebook perguntando se alguém conhecia pessoas diagnosticadas com depressão. Diversas pessoas comentaram dizendo que sim e boa parte delas disseram que conheciam várias e que inclusive ela era uma delas. Levando em consideração que os posts só chegam a 8% do seu feed em modo orgânico, são números grandiosos.

Com isso, percebi a dimensão do tema e resolvi buscar fontes e dados sobre o assunto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas são diagnosticadas com depressão no mundo. No Brasil são 11,5 milhões de casos, que soma cerca de 5,8% da população brasileira.

Além disso, quase 800.000 pessoas se suicidam por ano no mundo, o que equivale a uma morte a cada quatro segundos. Ou seja, é um grande problema que acomete pessoas de todas classes sociais e idade, e precisa ser discutido.

Perguntei sobre a realidade das pessoas que vivem com depressão. Como convivem, o que sentem, como é o tratamento. Leia os relatos, entenda, busque ajuda ou ajude.

André, 25, estudante de psicologia

Eu já sabia o que eu tinha, depois de estar muito na merda em 2014, procurei um psicólogo. Antes me abri com os meus pais, que sempre me apoiaram.

Eu sentia uma desesperança, um vazio absurdo. Parei de sair de casa até para ir ao mercado, por exemplo. Não sentia vontade de levantar da cama. Dormir e sonhar era mais interessante que viver a vida acordado. Sentia muita dificuldade de planejar qualquer coisa, minha rotina era voltada a fazer o tempo passar logo e a noite (madrugada) me acolhia.

O tratamento começou com uma psicóloga que me ajudou a entender como eu via as coisas e como estava vivendo. Aliás, foi com ela que despertou a minha vontade de querer estar do outro lado, para ajudar os outros que passavam pela mesma situação que eu. Mas, só a psicóloga não foi suficiente, foi necessário medicamento através de um psiquiatra. Isso faz toda a diferença para equilibrar os sintomas da depressão.

O tratamento no geral te ajuda a diminuir o peso da depressão podendo até se curar. Só que uma vez depressivo a chance de uma recaída é considerável. Você aprende a estabelecer metas e isso te ajuda a lidar com os dias.

A mensagem que eu tenho a passar é: existe muita gente que passa pelo mesmo problema, não se sinta exclusivo e nem excluído, existe tratamento e é possível mudar por completo o seu ser e sair dessa. É difícil se mover para procurar ajuda. Não desista, se não fizer por você, faça por quem você ama.

Vivemos tempos confusos onde estamos no século XIX e no XXII ao mesmo tempo. Tanta tecnologia e desigualdade entre as classes sociais. Vivemos a modernidade líquida como Bauman diz. Tantas relações superficiais, tanta gente ao mesmo tempo, tanta pressão da sociedade. É muita gente, fica difícil achar nosso lugar no mundo, nossa importância. Essa situação em geral acaba por nos desesperançar e a vida se torna questionável, será que vale a pena?

O que gostaria de dizer às pessoas:

Existe um número absurdo de pessoas depressivas, se você que julga como frescura saiba que provavelmente alguém próximo a ti sofre quieto desse mal.

Andreia, 43, jornalista

Fui diagnosticada só no ano passado, depois de nove anos convivendo com a doença e passando por crises de diferentes intensidades.

Os sintomas variam com o tempo e com es medicações (que aliviam alguns e disparam outros), mas no geral, meu caso é o seguinte:

Um desconforto geral com a minha pessoa, quase uma decepção comigo mesma, e culpa por sentir isso quando a minha vida seria, na visão de fora, um mini paraíso, em que tudo aparentemente dá certo. Então a culpa vem forte “tanta gente queria uma vida como a minha e por que eu sou tão ingrata e não consigo ser feliz?”

Por conta dessa autoestima no chinelo, problemas como insônia, pesadelos, crises de choro e uma sensação física de peito contraído (como se quisesse me defender de um soco); falta ou excesso de apetite, compulsões por comprar, comer, beber; falta ou excesso de libido; compulsão por álcool por motivos de tédio, ressaca moral no dia seguinte, mesmo que a dose tenha sido pequena.

Ultimamente: insônia, pesadelos, apatia, déficit de atenção e algumas crises de pânico que se resolvem rapidamente, e não caracterizam (ainda) uma síndrome do pânico.

Busquei ajuda pela primeira vez em 2007 quando o sintoma “choro convulsivo” se tornou impossível de administrar. Porque não era mais um chorinho, era um choro de soluçar por pelo menos 30 minutos, às vezes até uma hora. Um desespero e uma sensação de não ter saída.

Não tive amigos nem família me apoiando nessa época. Minha mãe dizia que era frescura, que a vida é assim mesmo e a gente tem que aguentar.

O tratamento inclui um coquetel de remédios, psicoterapia e atividade física. Mas pense o que é isso quando você não tem vontade sequer de levantar da cama, quanto mais praticar esportes que eu NUNCA na vida gostei de praticar. De 2007 a 2009 eu tive uma psicoterapeuta excelente que conseguiu me ajudar a sair da primeira crise (que durou dois anos) e até a parar de tomar remédios. Na segunda crise, 2012 a 2013, não fiz terapia e fiquei só tomando remédios, até a hora que enchi o saco e parei por conta própria. Do ano passado para cá (terceira crise), tentei fazer terapia duas vezes, fiquei seis meses com cada uma, não deu certo e estou resistindo a começar tudo de novo, contando a historinha da minha vida, me expondo para uma pessoa que não conheço e tenho pouca esperança de que vá ajudar.

Então comecei a fazer um esporte diferentão (esgrima), que está me ajudando. Meu psiquiatra atual também é um amor e me ajuda muito, discutimos e adaptamos a medicação sempre que preciso, e estou relativamente estável.

São dez anos, três crises agudas, ideação suicida, diferentes médicos, diferentes remédios, não sei mais dividir em “antes e depois”. Acredito que a depressão é um monstro de estimação que vai me acompanhar, às vezes mais sossegado, às vezes devastador.

No momento tomo três medicamentos: um antidepressivo contínuo, um indutor do sono e um “extintor de incêndio” para situações de emergência.

A mensagem que passo para as pessoas que tem depressão é: tentem verbalizar o que sentem. Tentem anotar o que sentem. Guardem cadernos, diários, mesmo que de longo prazo. Releiam materiais antigos. Revejam fotos e recordações de momentos felizes. Façam meditação, muito. Procurem se aproximar de pessoas de quem vocês gostam, procurem novas atividades estimulantes, mesmo que no início pareça difícil. E fujam de pessoas tóxicas, que têm resposta pronta para tudo. Às vezes só o que a gente precisa é ser ouvida e ganhar um abraço, sem julgamentos nem conselhos “sábios”.

Acho que muitas pessoas vêm sendo diagnosticadas porque vivemos numa sociedade doente em que apesar dos lucros trilionários ainda é preciso trabalhar 40 horas por dia, ainda existe fome no mundo, ainda existe corrupção e ameaças de que tudo que você tem (ou deseja conquistar) está por um fio. Porque as pessoas fazem joguinhos na vida social e afetiva e por outro lado se expõem na vitrine dos aplicativos de relacionamento como se o seu grande amor pudesse estar ali esperando para ver sua foto.

A depressão sempre existiu, mas com outros nomes (morrer de desgosto, ficar histérica ou possuída, etc). O aumento dos “diagnósticos” é só o aumento da visibilidade de um problema que sempre esteve aí e já está alcançando proporções epidêmicas na população mundial. Portanto uma epidemia não pode ser tratada como um caso isolado, de um indivíduo “disfuncional”. Uma epidemia afeta toda uma população e está relacionada aos hábitos e às pressões que essa população sofre. No caso, na minha opinião, é o capitalismo selvagem em que vivemos (“selvagem” como lobo em pelo de cordeiro, ou seja: disfarçado sob as anestesias dos shows, das celebridades, do prazerzinho das baladas e redes sociais).

O que gostaria de dizer às pessoas:

Que é uma doença que atinge milhões de pessoas, de todas as classes sociais, e geralmente tem alguma disfunção neuro química associada. Portanto esse comentário demonstra ignorância e preconceito, como chamar de “retardada” a pessoa com síndrome de down. Antes de soltar pérolas preconceituosas, lembre-se de que poderia ser você. E tenha mais compaixão no lugar de verdades e respostas prontas.

Marina, 23, estudante de pedagogia

Com 17 anos procurei uma psicóloga e ela me diagnosticou com depressão. Eu sentia muito sono, dormia quase o dia inteiro, não tinha vontade de sair de casa, comia muito, evitava socializar com pessoas que eu não tinha muita intimidade, variação de humor, achava sempre que ia morrer, cada vez cismava com uma doença diferente.

Tive o privilégio de buscar ajuda bem no início, o que foi muito importante para o tratamento. Conversei com minha mãe e procuramos juntas uma psicóloga para mim. Alguns amigos achavam que era exagero fazer terapia, porque todos os adolescentes passam por crises e tal. Eu tentava explicar que era sério.

Fiz análise com uma psicóloga durante anos. Eu repeti um ano na escola, porque parei de ir para aula. Logo que comecei o tratamento fui tentando me dedicar novamente, aos poucos, às atividades que me davam prazer, como tocar violão, organizei melhor minha vida escolar, fazendo cronogramas e voltei a fazer exercícios físicos.

Nunca cheguei a tomar medicamento, apenas terapia. Acredito que os remédios são importantes em alguns casos, mas o acompanhamento com o psicólogo é sempre fundamental.

Desconhecendo por completo a classe natural, os genes e tal, vou me ater à Cultura. Acredito que o crescente desenvolvimento da depressão está completamente relacionado com o modo de vida gerado pelo sistema capitalista. Alta produtividade, baixa remuneração, negação do lazer, saúde preventiva inacessível.  Para além do sistema econômico, existem diversas outras opressões, como LGBTfobia, racismo, machismo, gordofobia, etc. Ao mesmo tempo em que o sistema oprime, ele cria um ideal de felicidade (assim como um ideal de relacionamento, de beleza etc), inalcançável, que nos induz à eterna insatisfação com nós mesmos e ao consumismo, na tentativa de suprir esse vazio.

Existe também a indústria farmacêutica, os que lucram com os diagnósticos e não estão nada interessados com as causas e a prevenção. É sempre bom reforçar que depressão não é frescura e nem coisa de rico: é uma doença e deve ser tratada como tal.

O que gostaria de dizer às pessoas:

É importante pensar a depressão individualmente, levando em conta as especificidades de cada ser, mas sem deixar de pensar de forma estrutural, crítica à sociedade capitalista-preconceituosa e suas prioridades.

Mariana, 29, publicitária

A primeira vez que eu fui diagnosticada com depressão eu tinha uns 16 anos em meados do ano 2004. Na época me deram uma explicação tão vaga e minha mãe achava que era coisa de tomar um remédio e se esforçar. Depois com alguns sintomas a mais e também depois de largar e retomar o tratamento, o mesmo diagnóstico foi dado em diferentes épocas da minha vida por mais três vezes, mas aí eu já tinha mais informação e era algo mais comum de ser visto.

Sentia muita angústia. Desespero, sentimento de que nada que eu fizesse seria o suficiente, insegurança. Depois veio os choros, falta de fome, eu não saia da cama, todo mundo achava que eu queria chamar a atenção, mas eu só queria me sentir capaz de fazer as coisas e ter a esperança de ser bem-sucedida como os outros. Depois veio as dores de cabeça, insônia, desmaio, medo, indecisão, por mais que me falassem que eu era boa, inteligente, normal, eu não conseguia assimilar isso dentro de mim, eu escutava e falava: – “ah, essa pessoa está me achando uma coitada e querendo me agradar”. Hoje eu só consigo sair de casa com uma garrafa d’água para quando me sentir sufocada eu conseguir me acalmar, com remédios eu consigo andar no meio de multidões sem ter medo e me misturar. Mas, tem dias que eu não quero sair do meu quarto.

Busquei ajuda e ainda busco e mesmo hoje é muito difícil se abrir. Aqui [na internet] creio que muitas pessoas não me conhecem, então é mais fácil. Eu quero ajudar a compreensão de todos sobre o que passo, mas minha família depois de muitos anos ainda me vê como uma coitada, alguém que precisa de ajuda para agir, para viver e isso gera um “plus” de sentimento de inferioridade e incapacidade.

O meu tratamento é com uma psiquiatra e uma psicóloga e por orientação delas busquei atividades das quais eu me sentia bem e comecei a dançar. Tenho uma atividade econômica informal que motiva pessoas (não é irônico, eu consigo motivar os outros, mas não consigo me motivar) e se eu não tomar meus remédios você provavelmente não me verá na rua. Tomo diariamente Fluoxetina e a noite Clonazepam, mas antes eu tomava outros remédios alguns manipulados, alguns naturais, os médicos mudam devido a necessidade que eu nem sei identificar.

Hoje sou uma pessoa que se eu estou chorando é porque realmente tem um motivo, eu quero viver, por mais que às vezes eu me pergunte o porquê. Eu me formei na faculdade e isso é uma vitória! Eu sei que ainda tenho um caminho muito longo e não sei se algum dia vou me livrar disso, mas hoje eu vejo que dá para viver e querer um futuro que não é fácil de conquistar. Antes eu não via perspectiva da minha vida, de futuro, de querer algo e conseguir, de se sentir útil. Hoje eu sei que além de lutar por mim eu tenho que lutar para repelir o mal dos outros, que não dá para controlar meus pensamentos, mas que quando eu percebo que está indo para um lado ruim consigo ter noção e tentar mudar.

A mensagem que eu gostaria de passar é meio hipócrita, mas, não desista, não faça isso pelos outros, mas por você mesmo. Eu já desisti e quase consegui desistir de vez, mas algumas pessoas (que eu não esperava) me fizeram ver que tenho sim algo para fazer nessa vida. Eu vi que são poucos, mas são pessoas que gostam de você e que se você desistir você nunca vai saber se ia dar certo. Você vai causar mais decepção e mesmo que seja difícil no fundinho a gente sabe que dá para ser alguém.

Muitas pessoas vêm sendo diagnosticadas com depressão porque sinceramente, eu acho que é uma mistura de fatores, como criação familiar, supervalorização do “eu sou top e você é quem, mesmo? ” e ainda algo que é meio químico, porque não é possível seu corpo afundar tanto mesmo que a sua mente esteja ruim é uma queda muito grande, você sentir o que sente, achar que vai morrer e ir no médico e te olharem e falar que você não tem nada muito anormal é estranho eu sei, mas quem sabe alguém um dia realmente descubra. Eu acho que as pessoas deviam parar de tratar os outros como escada ou como descartáveis e talvez isso tudo melhore. Porque quando eu tento achar algo para justificar o porquê eu estou triste eu me sinto uma escada para a felicidade dos outros e eu fico lá embaixo sem nada acabando por ser descartável.

O que gostaria de dizer às pessoas:

Quem vê a depressão como frescura e vitimismo para mim são pessoas que realmente tratam as pessoas como descartáveis, desconhecem que o outro pode ter sentimentos, receios, qualidades e são as pessoas que realmente querem ser o centro das atenções. Ainda existem nesse meio pessoas que tratam depressão como doença de rico, como falta do que fazer e frescura que na realidade julgam sem saber e que por algum motivo que eu não sei qual elas conseguiram sobreviver a qualquer início de depressão mesmo que eu não saiba qual o fator eu acho que elas são biologicamente mais fortes, porque pelo psicológico que passaram ainda conseguiram se safar, e acho que ao invés de criticar deveriam conhecer quem não conseguiu se safar e ajudar tentando meio que salvar outras pessoas.

Karina, 31, Corretora

Fui diagnosticada há 3 anos, mas já tinha os sintomas desde a adolescência. Normalmente vem uma sensação de impotência diante de coisas simples e essa sensação estendida gera uma tristeza grande, é uma falta de ânimo enorme, às vezes tarefas básicas como lavar a louça, ir trabalhar ou até mesmo tomar banho são feitas no limite da situação.

Busquei ajuda depois de uma crise muito intensa. Quando no trabalho eu executava todas as tarefas chorando e meu chefe me pediu para ir para casa. Cheguei em casa, fechei a porta e sentei no chão e chorei umas 2 horas direto. Uma amiga me levou para um hospital psiquiátrico e lá eu também não parava de chorar. Foi uma consulta de uma hora e meia com o psiquiatra.

Ainda me trato. A primeira coisa foi tratar o sono. Eu dormia poucas horas durante a noite, e ver o dia amanhecer me deixava ainda mais deprimida. Então, tive que tomar medicação para regularizar o meu sono, um antidepressivo e mudar a minha alimentação.

Deixei de fazer muitas coisas por conta da depressão e até hoje eu luto com ela. Projetos que eu começo e não termino, por exemplo. Tenho vários, mas se por ventura deixo de tomar a medicação, eu simplesmente estaciono, que é o que está acontecendo exatamente agora.

A principal diferença é saber que essa impotência não é comum. Então quando me vejo diante dela, sei que devo procurar o médico. E quando estou nessa fase, a rotina é impulsiva. Apenas faço o que eu consigo. Com o tratamento é possível fazer o que eu planejo. É isso acaba com a sensação de impotência.

Tomo medicação diariamente. Porém estou sem agora, e por isso estou numa crise leve.

Acho que grande parte da população que tem depressão acaba chegando ao extremo por conta da vida agitada, alimentação e até mesmo por não dormir de forma correta. Porém acho que estão mais corajosas, não sentem mais vergonha de procurar um médico e os médicos sabem que a depressão atinge uma grande parte da população é que complica o diagnóstico de outras doenças.

Gostaria que as pessoas soubessem que a depressão é algo real e sempre foi. Que se você não se sente capaz das coisas mais banais, tem algo errado! E que isso pode ser controlado de forma simples, desde que você entenda que é importante. As medicações são disponibilizadas gratuitamente e o atendimento é rápido até pelo SUS. Então não deixe a vida passar… vá e encontre o mecânico certo para a sua máquina e bote ela para andar, ela foi feita para isso!

O que gostaria de dizer às pessoas:

Não existe frescura criada para se auto sabotar. Ela existe, é real e devastadora se não tratada.

Cassiano, 23, estudante de administração

Fui diagnosticado em 2014, aos 20 anos. Sinto muita impotência, insegurança, medo de não ser autossuficiente, medo de abandono. Parei minha terapia, pois não consegui me adaptar ao terapeuta. Minha família nunca apoiou. Fiz terapia e uso de medicamentos. Deixei e deixo até hoje de fazer coisas, deixo a ir a lugares por insegurança, não vou a encontros.

Tomei sertralina por um ano e meio e interrompi por conta própria. A maioria das pessoas ainda trata depressão como frescura, ou começa a tratar com pena sabe? Não é legal porque o sentimento de impotência fica maior. A pressão que nós, jovens, sofremos pela sociedade quer que sigamos o caminho de nossos pais, que era uma época e uma cabeça diferente e nós queremos mais, não nos prender a empresas e sim viver e realizar o que queremos.

O que gostaria de dizer às pessoas:

Que depressão é uma doença como qualquer outra doença física, que necessita de tratamento e apoio! Que as pessoas têm que parar de achar que as experiências de vida delas é base para a experiência de vida do outro, ter mais empatia.

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